O diploma e o jornalismo Há alguns meses (na verdade mais ou menos um ano) é possível conferir neste blog o selo ao lado que defende a obrigatoriedade do diploma para os jornalistas. Inseri-o no blog porque realmente acredito que o profissional que trabalha com a notícia no dia-a-dia precisa de conhecimentos aprofundados, não só sobre o cotidiano da profissão, mais sobre a sociedade em que estamos inseridos e principalmente do papel da mídia sobre ela. Lutar que o Jornalismo seja exercido por profissionais formados como jornalistas não é uma questão somente corporativa. Essa necessidade está na exigência da sociedade contemporânea, onde os profissionais da comunicação têm de ter uma formação de verdade. A academia nos dá embasamento, fundamentação, orientação para seguirmos a carreira. Para os que não defendem a exigência, concordo plenamente que a passagem pela faculdade não garante caráter e nem qualidade técnica para qualquer texto, mas é necessário lembrar que a verdadeira necessidade da universidade na vida do jornalista está na capacidade que ela dá de interpretar o mundo. É fundamental ter contato com teorias que tentam explicar fenômenos sociais e comunicativos. Achar que escrever bem é o único requisito para ser jornalista consiste em um grave erro. Até por isso, acredito que a exigência ou não do diploma afetará pouco o mercado. As grandes redações dificilmente vão colocar o primeiro que apareça para escrever em seus veículos, elas vão preferir os com melhor formação, como acontece em qualquer área. Recomendo o artigo do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, Sérgio Murilo de Andrade que coloca a posição das entidades da classe sobre o tema. Leia aqui Os ministros do STF devem julgar na metade do mês a questão, o pedido da classe é que olhem com atenção o caso. Está em jogo a qualidade de informação de toda a sociedade.
Escrito por Marc Sousa às 10h18
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