Tecnologia
Eis o caos no jornalismo
Este jovem estudante que os escreve está, aos poucos, começando a se inserir na selva do mercado de trabalho dos jornalistas. O uso da expressão “selva” não necessariamente tem sentido figurado nessa questão, acreditem tem selvas bem mais tranqüilas que muitas redações por aí.
Mas não é sobre mercado de trabalho que vou relatar nesse post, e sim da grande utilização da tecnologia nas redações. Na rádio que estou atuando, tudo, e é bom frisar tudo mesmo, parou porque a famigerada “rede” saiu do ar.
A “rede” é a central dos computadores da rádio, ela entrou em manutenção por um período de três ou quatro horas, intervalo de tempo assustador.
Para começar a internet estava off-line. Quem não é da área talvez não tenha noção de como o mundo on-line é a cada dia mais, uma ferramenta essencial na vida do jornalista. Para se ter uma idéia, 98% das nossas pautas* são oriundas de nossos e-mails e/ou da busca por temas de interesse na vastidão de sites de noticias. Sem falar que grande parte da comunicação entre os profissionais da imprensa são feitas vias programas de mensagens pela internet, além do próprio correio eletrônico.
Dez entre dez jornalistas utilizam freneticamente o telefone. É nele que contatamos especialistas, autoridades e personagens para nossas matérias. Sem telefone é difícil falar com os entrevistados e sem entrevistados não há matérias. Pois é, a “rede” fora do ar tirou também os telefones de funcionamento. Particularmente nem sabia que as linhas telefônicas dependiam dos computadores, mas as coisas avançaram. Na tecnologia utilizada, as ligações utilizam transmissão de dados controlados pela “rede”.
Não bastasse tudo isso, nem as impressoras funcionavam. Adivinhem só, elas estavam conectadas a “rede”, logo não realizavam nenhuma impressão.
O jeito foi voltar ao velho papel e caneta. No meio desse caos teve gente que perguntou se havia alguma máquina de escrever em algum canto. Não havia. Um jornalista mais antigo lembrou com saudosismo como gostava da sinfonia ensurdecedora das teclas das Olivetti’s, Remington’s, Facit’s, entre outras.
Os tempos mudam, e rápido demais. O mesmo jornalista que lembrou a relação amistosa dos profissionais da comunicação com as máquinas de escrever, conta que há 15, talvez 16 anos atrás, a redação de um dos maiores jornais impressos de nosso estado não tinha sequer um computador. Convenhamos 15 anos não é muita coisa quando tratamos de linha do tempo.
É amigos, mais uma vez sejam bem vindos a era digital.
pauta* - tema/assunto a ser abordado em uma matéria.
Escrito por Marc Sousa às 10h18
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