Paraná: "Livre Mercado"
Dias atrás foi anunciada a falência da rede paranaense de farmácias Drogamed. A rede que possuía 78 lojas em Curitiba e Região Metropolitana e empregava cerca de 600 funcionários, fechou as portas no último primeiro de maio.
Nos últimos meses além da Drogamed, outras empresas genuinamente paranaenses acabaram com destino parecido. Quando não fecharam as portas, acabarão sendo vendidas como a Mate Leão e o grupo educacional Dom Bosco.
O Dom Bosco, adquirido pelo grupo paulista SEB (Sistema Educacional Brasileiro), pela módica quantia de R$ 94,5 milhões, era um dos maiores sistemas educacionais do estado. Oferecia ensino da pré-escola à universidade, incluindo cursinho pré-vestibular e uma editora que fornecia material didático a cerca de 500 escolas em todo Brasil.
Outra empresa de sotaque paranaense vendida é a Matte Leão, tinha mais de 100 anos de história e era controlada por uma tradicional família do estado. A Matte era líder de mercado de chá pronto, possuía fabricas em Curitiba, Fernandes Pinheiro e no Rio de Janeiro. Mesmo com todo esse sucesso foi vendida à Coca-Cola Company.
Especula-se que mais vendas vem por aí, principalmente no setor educacional. Ao que parece no mundo da globalização, os paranaenses não andam muito bem no comando de suas empresas. O que será que acontece?