Está aberto o programa de benefícios dos EUA. A quem isso beneficia?
O presidente norte-americano George W. Bush, na ultima segunda (28/01) fez seu ultimo discurso como promotor de guerras, quero dizer, como presidente dos Estados Unidos, para o Congresso americano. E como não poderia deixar de ser, deu uma chapuletada no seu maior desafeto na América Latina, o presidente da Venezuela Hugo Cháves.
A maneira sutil da flecha veio na declaração que ele enviará apenas três pedidos de tratado de livre-comércio neste ano: Colômbia, Panamá e Coréia do Sul. No mesmo momento, Bush avisou que o primeiro da lista que vai para votação será o da Colômbia. E para justificar, ele contextualizou a prioridade política da aprovação.
Segundo o atual presidente norte americano, essa medida não deixa que o populismo se propague pelo o que ele chamou de "nosso continente". Além disso, Bush quer fazer que com essa ação seja explicitado que a democracia, a moda estadunidense, é o melhor caminho para nós latinos.
Trocando em miúdos: o presidente colombiano Alvaro Uribe, que dança conforme a musica tocada pela Casa Branca, ganha um acordo com os EUA. Do outro lado Chávez, que explicitamente vai por outro caminho e até chega a desafiar os desmandos de Washington, não terá o mesmo beneficio.
Interessante o "programa de beneficíos" que os Estados Unidos concedem a seus aliados. Raciocinemos juntos, se uma gigante da informática do Vale do Silício, na Califórnia, com toda sua tecnologia de ponta, pode exportar para Bogotá livremente. Em compensação, as empresas do distrito colombiano de Valle del Cauca, com pouca ou nenhuma tecnologia, poderiam exportar para o Vale do Silício em condições idênticas. Não é perfeitamente justo?
Era idêntico ao que iria acontecer com o Brasil, caso a Área de Livre Comércio das Américas – ALCA, tivesse sido implantada. Ponto pro governo Lula que impediu que isso ocorresse.
A revista britânica "The Economist" destaca a informação de que apenas um quinto das exportações brasileiras tem como destino os EUA. E aponta que com isso, o Brasil está menos vulnerável hoje do que no passado. "O que mudou foi a forte expansão da demanda doméstica brasileira, a maior integração do país nos mercados mundiais e a menor vulnerabilidade a choques externos.", diz a Economist.
Claro que muito ainda precisa e deve ser feito, é logico e obvio que não estamos em um mar de rosas, mas enquanto algumas economias por ai estão a beira da recessão, a economia brasileira anda bem mais saudável. Sendo assim, é melhor mesmo manter distancia de certos "programas de benificios", pena Uribe não entender isso.